ARTISTA PLÁSTICA


Duda Oliveira


A percepção sensível da artista, dialoga com às frágeis estruturas sociais ignoradas pela sociedade. Sobre essa perspectiva, a artista lança um olhar semiótico sobre as relações humanas, desconstrói seu pano de fundo e analisa o cotidiano das cidades.



Assim se dá a manifestação de arte contemporânea no universo da artista, a qual só se permite intuir através de novo olhar sobre as coisas que sempre existiram e sempre estiveram muito próximas à percepção, mas que foram moldadas pelas razões mundiais dominantes, limitando o alcance do cognitivo.



A artista fora criada num universo orgânico de sociedade de massa, teve sua infância permeada pela atividade extrativista de pescado, memória de forte reminiscência nas obras da artista, sempre fazendo paralelos ambientais principalmente à Baía de Guanabara e à toda paisagem de informação de indústrias de transformação, estaleiros e de operários.



Liberta das relações de classes sociais e de sociedade de massa, D.O. se vê sempre como um contraponto entre essas dualidades impostas que permeia, demonstrando atrevimento ao sair do jugo dos costumes e ao desenvolver o respeito ao seu próprio valor. A artista afirma que: “raciocina por antítese e assume responsabilidades sociais”.



Assim, mantendo coerência com suas ideias, Duda se formou em Direito, especializou-se em Direito Ambiental, Sociologia Política e História da Arte, instrumentalizando suas percepções e ganhando amplitude em suas compreensões do universo construtivo, quando ingressou na Arte Plástica experimental no ano de 2017, no Parque Lage.



Suas obras possuem ressonância intuitiva. D.O. acredita que não existe o artista sem o outro. Dogmas e teorias não desenvolvem o potencial da percepção. É necessário ter olhar sensível para tudo que seja simples, tranquilo e generoso.